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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A bênção em todas as coisas O propósito de Deus em Romanos 8:28 - Pr Ronildo da Cruz Ribeiro


Texto Base: Romanos 8:28 (ARA) – “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”



Introdução:


  • Em um mundo marcado por incertezas, sofrimentos e escolhas difíceis, a palavra “benção” muitas vezes é reduzida a um conceito superficial.
  • Associamo-la à prosperidade material, à saúde plena, aos momentos de alegria inabalável.

  • Mas, e quando a vida nos apresenta o oposto? Onde está a bênção na perda, na doença, na decepção ou na espera? O apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, nos apresenta uma verdade profunda e transformadora sobre a natureza da bênção de Deus.

  • Ele não promete uma vida isenta de problemas, mas revela um princípio divino que opera em e através de todas as coisas.

  • A verdadeira bênção não está necessariamente na circunstância, mas no propósito de Deus que se cumpre por meio dela.

I. O Alicerce da Benção: “Sabemos…” — Uma Certeza na Fé


Paulo começa com uma declaração ousada: “Sabemos…”. Esta não é uma esperança vaga ou um otimismo barato. É um conhecimento firme, baseado no caráter de Deus revelado em Cristo.

É uma certeza que se apoia na fidelidade de Deus, não na instabilidade das nossas emoções ou situações.

A bênção de um propósito soberano é primeiro uma questão de fé. Precisamos crer que Deus é bom, mesmo quando as circunstâncias gritam o contrário.

Nosso “saber” é ancorado na cruz, onde a pior das coisas (a morte do Filho de Deus) foi transformada na maior das bênçãos (a salvação da humanidade).

II. O Alcance da Benção: “Todas as coisas…” — A Soberania nas Circunstâncias


A extensão da promessa é radical: “todas as coisas”. Isso inclui:

As coisas boas: as alegrias, os êxitos, os dons.

As coisas difíceis: as perdas, as enfermidades, as injustiças.

As coisas que escolhemos: nossas decisões acertadas.

As coisas que nos sobrevêm: as tragédias inesperadas.

Até mesmo os nossos erros e fracassos: quando entregues a Ele em arrependimento.

Nada fica fora do alcance do poder redentor de Deus. Ele não é o autor do mal (Tiago 1:13), mas, em sua soberania, é capaz de pegar os fios quebrados da nossa história e tecê-los em um propósito maior.

A bênção não está no evento em si, mas na capacidade de Deus de fazê-lo cooperar para um fim bom.

III. A Natureza da Benção: “Cooperam para o bem…” — Um Processo com Propósito


A palavra “cooperam” é vital. Ela sugere um trabalho conjunto, uma sinfonia, mesmo quando ouvimos apenas dissonância.

As coisas não são boas em si mesmas (a dor ainda é dor, a perda ainda dói), mas Deus as faz trabalhar juntas, como ferramentas em suas mãos, para produzir um resultado benéfico.

O “bem” aqui não é necessariamente conforto material ou sucesso humano. O contexto de Romanos 8 aponta para o “bem” supremo: sermos conformados à imagem de Cristo (v. 29).

A maior bênção é o nosso crescimento espiritual, nosso caráter moldado, nossa dependência fortalecida, nossa semelhança com Jesus aumentada. Deus usa todas as coisas como um laboratório para nos santificar.

IV. Os Recipientes da Benção: “Para aqueles que amam a Deus, os que são chamados segundo o seu propósito.” — Uma Relação de Amor e Chamado



A promessa não é universal. Ela é para um grupo específico:

“Aqueles que amam a Deus”: Refere-se à nossa resposta de fé e devoção. É um relacionamento de amor e confiança.

“Chamados segundo o seu propósito”: Aponta para a iniciativa graciosa de Deus.

Antes de amá-Lo, fomos amados e chamados por Ele para participarmos do seu plano eterno.

A bênção do propósito está intimamente ligada a um relacionamento. Quanto mais nos entregamos a Ele em amor, mais claramente discerniremos seu propósito trabalhando em tudo.

Nosso chamado é para sermos seus filhos (Romanos 8:14-17), e um bom Pai usa todas as experiências para o crescimento e o bem de seus filhos.

Conclusão e aplicação:


Romanos 8:28 não é um amuleto da sorte ou uma garantia de que tudo sairá como planejamos. É a rocha firme da promessa de que, em Cristo, nada na nossa vida é desperdiçado.

A verdadeira bênção, portanto, é a certeza do propósito.

É a paz que invade o coração no meio da tempestade, porque sabemos que o Capitão do barco está no controle.

É a esperança que persiste no vale, porque sabemos que ele é um caminho, não um destino final.

Como responder a esta verdade?


Confie no caráter de Deus. Quando não entender o “como” ou o “porquê”, lembre-se do “Quem”. Ele é bom, sábio e poderoso.

Busque o crescimento, não apenas o alívio. Em vez de apenas orar para que a situação passe, ore: “Deus, o que você quer me ensinar nisso? Como posso ser mais como Jesus através disso?”

Revise sua história com olhos de fé. Olhe para trás e veja como Deus usou momentos difíceis para levá-lo a onde você está hoje. Isso fortalecerá sua fé para o futuro.

Ame a Deus mais profundamente. A promessa é para os que O amam. Apegue-se a Ele. Na comunhão com Deus, encontramos a força para crer que todas as coisas, de fato, cooperam para o nosso bem.

Encerramento:

Irmãos, hoje você pode estar carregando um fardo que parece não fazer sentido. Você pode olhar para uma circunstância e perguntar: “Onde está a bênção nisso?”.

A Palavra de Deus responde: a bênção está no propósito invisível do oleiro, moldando o vaso.

A bênção está na mão que segura a tesoura, podando a videira para que dê mais fruto. A bênção está na promessa de que, para os que estão em Cristo, o quadro final será lindo, mesmo que as pinceladas individuais sejam escuras.

Agradeça a Deus não por todas as coisas, mas na certeza de que Ele trabalha em todas as coisas. Essa é a bênção inabalável de sermos chamados, amados e transformados pelo propósito eterno de Deus.

Que a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo nos capacitem a viver e descansar nesta verdade. Amém.


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Ronildo da Cruz Ribeiro
Gravataí/RS, 08 de janeiro de 2026


Pesquisa e adaptação:
Imagens geradas pelo Gemini da Google
Versão bíblica usada: NVT

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Jesus e a 1a Lei: "Reconhecer que o Criador Eterno existe" - Pr Ronildo da Cruz Ribeiro

Jesus é a 1a Lei: "Reconhecer que o Criador Eterno existe"

Por Ronildo da Cruz Ribeiro

Jesus Cristo e o Primeiro Princípio da Torá: "Reconhecer que o Criador Eterno existe" (Êxodo 20:2)

A relação entre Jesus Cristo e o primeiro mandamento da Torá (o reconhecimento de Deus como único Criador e Senhor) é profundamente estabelecida nas Escrituras, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Jesus não apenas reafirma esse princípio, mas também revela sua plenitude ao demonstrar que Ele próprio é a encarnação do Deus Eterno.


1. Jesus reafirma o Primeiro Mandamento.

(A) Como Filho, Glorifica o Pai

Jesus constantemente apontava para a existência e soberania de Deus Pai, cumprindo o mandamento de Êxodo 20:2:

  • João 17:3"E a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste."

  • Marcos 12:29-30 – Jesus cita o Shemá (Deuteronômio 6:4-5), confirmando o primeiro princípio: "Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração..."

(B) Ensina a dependência de Deus

  • Mateus 4:4 (contra Satanás) – "Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus." (citando Deuteronômio 8:3).

  • João 5:19"O Filho nada pode fazer de Si mesmo, senão somente o que vir o Pai fazer."


2. Jesus revela que Ele próprio é o Deus Eterno

O primeiro mandamento exige reconhecer YHWH como único Deus, e o Novo Testamento identifica Jesus com YHWH:

(A) Nomes e Títulos Divinos Aplicados a Jesus

  1. "Eu Sou" (YHWH)

    • João 8:58"Antes que Abraão existisse, Eu Sou." (referência direta a Êxodo 3:14).

    • João 18:6 – Quando Jesus diz "Eu Sou", os soldados caem por terra (reação típica diante da revelação divina).

  2. "Senhor" (Kyrios, tradução de YHWH no grego)

    • Filipenses 2:10-11"Todo joelho se dobrará... e toda língua confessará que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai."

    • Romanos 10:9"Se confessares com tua boca que Jesus é Senhor... serás salvo."

  3. "Criador"

    • João 1:1-3"No princípio era o Verbo... Todas as coisas foram feitas por Ele."

    • Colossenses 1:16"Nele foram criadas todas as coisas... tudo foi criado por Ele e para Ele."

(B) Adoração a Jesus como Deus

  • Mateus 14:33 – Os discípulos O adoram após acalmar a tempestade: "Verdadeiramente, Tu és o Filho de Deus!"

  • João 20:28 – Tomé declara: "Senhor meu e Deus meu!" (Jesus não o corrige).


3. A Unidade entre o Pai e o Filho

O primeiro mandamento afirma que Deus é UM (Deuteronômio 6:4), e Jesus revela que Ele e o Pai são um:

  • João 10:30"Eu e o Pai somos um."

  • João 14:9"Quem me vê, vê o Pai."

Isso não quebra o monoteísmo, mas expande o entendimento da unidade divina (Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo são um único Deus em três pessoas).


4. Conclusão: Jesus e o Primeiro Mandamento

  1. Como Homem, Jesus obedeceu perfeitamente ao primeiro mandamento, reconhecendo e glorificando o Pai.

  2. Como Deus, Ele revela-se como o próprio YHWH, exigindo a mesma fé e devoção descritas em Êxodo 20:2.

  3. Quem reconhece Jesus como Senhor, cumpre o primeiro princípio da Torá em sua forma mais plena (João 5:23).

Pergunta para Reflexão:
Se o primeiro mandamento exige crer no Deus Eterno, e Jesus é esse Deus encarnado, como isso muda sua relação com Ele?

Referências Adicionais:

  • 1 Coríntios 8:6"Para nós há um só Deus, o Pai... e um só Senhor, Jesus Cristo."

  • Apocalipse 1:8"Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, Aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso."

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Ronildo da Cruz Ribeiro

Gravataí RS, 05 de maio de 2025


terça-feira, 20 de maio de 2025

Se a vossa justiça não exceder… - Ronildo da Cruz Ribeiro

Se a vossa justiça não exceder…

Por: Ronildo da Cruz Ribeiro



Estava estudando sobre os conselhos de Jesus, quando um texto de Jesus me chamou atenção; foi o texto de Mateus 5:20, que diz assim: Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus”. E algumas perguntas vieram ao meu coração: 

  1. Quem eram os fariseus? 

  2. Como eles agiam, quanto à obediência às leis de Deus? 

  3. O que eles faziam que desagradava a Jesus?

  4. Como e quanto isso era danoso para os discípulos de Jesus?

  5. Qual o conselho de Jesus para seus discípulos quanto aos fariseus?

Essas questões me levaram a estudar um pouco sobre os fariseus e descobri quais são as leis que eles, tão rigorosamente, guardavam e pelas quais eles viviam, morriam e até mesmo matavam.

Eram 613 (seiscentos e treze) as leis que eles obedeciam rigorosamente, porém havia a tradição oral destas leis, que, em alguns casos, sobrepunham a lei divina a eles dada por Moisés. Logo, resolvi discorrer sobre o assunto, muito para meu próprio entendimento, mas, espero que de alguma forma este texto possa te ajudar também, como a mim tem surpreendido.


1. Quem eram os fariseus?

Os fariseus eram um grupo religioso judaico conhecido por seu zelo rigoroso pela Lei de Moisés e pelas tradições dos antigos (Mateus 23:2; Atos 26:5). Eles eram influentes entre o povo, considerados modelos de piedade, mas Jesus os chamou de "hipócritas" (Mateus 23:13) porque sua religiosidade era superficial.


2. Como eles agiam quanto à obediência às Leis de Deus?

  • Cumpriam a Lei meticulosamente, mas de forma externa (Mateus 23:23).

Pagavam o dízimo até de temperos (hortelã, endro e cominho), mas negligenciavam a justiça, a misericórdia e a fidelidade.

  • Seguiam tradições humanas mais do que a Palavra de Deus (Marcos 7:8-9).

Exemplo: Lavavam as mãos cerimonialmente, mas seus corações estavam cheios de cobiça (Marcos 7:1-5).

  • Evitavam pecados públicos, mas cultivavam orgulho espiritual (Lucas 18:11-12).


3. O que eles faziam que desagradava a Jesus?

  • Hipocrisia: viviam uma espiritualidade de aparência (Mateus 23:27-28).

  • Legalismo sem amor: oprimiam o povo com regras pesadas, sem misericórdia (Mateus 23:4).

  • Orgulho religioso: criam que eram justos por suas obras, desprezando os pecadores (Lucas 18:9).

  • Rejeição a Jesus: Apegaram-se tanto às suas tradições que não reconheceram o Messias (João 5:39-40).


4. Como isso era danoso para os discípulos de Jesus?

  • Desviava o foco do coração para o ritualismo (Mateus 15:8-9). Será que não estamos vivendo novamente debaixo de preceitos de homens e abandonando os ensinos de Jesus?

  • Criava falsos padrões de santidade, levando a julgamentos injustos (Lucas 11:46).

  • Impedia o verdadeiro arrependimento, pois os fariseus ensinavam que a salvação vinha das obras, não da graça (Romanos 10:3).


5. O conselho de Jesus para seus discípulos quanto aos fariseus

  • "A vossa justiça deve exceder a dos fariseus" (Mateus 5:20), não em regras, mas em pureza de coração.

  • "Guardai-vos do fermento dos fariseus" (Lucas 12:1) – ou seja, da hipocrisia.

  • Não imitar sua arrogância, mas servir com humildade (Mateus 23:11-12).

  • Buscar primeiro o Reino de Deus (Mateus 6:33), não a aprovação religiosa.


O que Jesus quer nos ensinar com este conselho?

  1. Priorize o coração, não apenas ações externas – Deus vê a sua intenção (1 Samuel 16:7).

  2. Rejeite o legalismo – A fé genuína produz amor, não opressão (Gálatas 5:6).

  3. Viva em humildade – reconhecendo que a justiça vem de Cristo (Filipenses 3:9).

  4. Ame mais e julgue menos – Como Jesus fez com os pecadores (João 8:10-11).


O farisaísmo representa o perigo de uma fé aparente, mas vazia. Jesus nos chama a uma justiça radical, que nasce no coração e se expressa em amor. Que nossa vida com Deus não seja sobre parecer santos, mas sobre ser santos – pela graça dEle. 


Jesus reconheceu que os fariseus e escribas eram meticulosos no cumprimento externo da Lei, mas destacou que sua justiça era insuficiente para o Reino dos Céus porque carecia de profundidade espiritual e amor genuíno. Jesus, exige dos seus discípulos uma justiça que supere a deles em essência, não somente em aparência.


Em que sentido os fariseus eram "excelentes" na Lei (mas falhavam):


Eles eram rigorosos na observância externa –

  • Cumpriam minuciosamente regras como dízimos, pureza ritual e tradições (Mateus 23:23; Lucas 18:12).

  • Porém, negligenciavam "o mais importante da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade" (Mateus 23:23).


Eram zelosos pela tradição oral –

  • Acumulavam interpretações humanas sobre a Lei (Marcos 7:8-9), criando fardos pesados para o povo (Mateus 23:4).

  • Jesus condenou isso, pois substituíam os mandamentos de Deus por tradições (Marcos 7:13).


Tinham aparência de piedade –

  • Praticavam atos religiosos para serem vistos (Mateus 6:1-5; 23:5-7).

  • Tinham justiça autocentrada, não fundamentada em um coração transformado (Lucas 18:9-14).


Como a justiça dos discípulos deve superar a dos fariseus:

  1. Internalização da Lei

    • Não apenas "não matar", mas evitar o ódio no coração (Mateus 5:21-22).

    • Não apenas "não adulterar", mas guardar os olhos e a mente pura (Mateus 5:27-28).


  1. A motivação devia ser o amor

    • Os fariseus obedeciam por obrigação; os discípulos, por amor a Deus e ao próximo (Mateus 22:37-40).

    • Exemplo: o bom samaritano superou os religiosos em misericórdia (Lucas 10:30-37).

  2. Total dependência da graça divina

  3. Tem que ter o Fruto do Espírito

    • A justiça do Reino não é sobre regras, mas sobre transformação (Gálatas 5:22-23).


Conclusão:

Jesus mostrou que a "excelência" farisaica era incompleta porque focava no exterior, não no coração. A justiça do Reino exige pureza interior, misericórdia e relacionamento com Deus, não apenas cumprimento técnico da Lei. Por isso, os discípulos devem ir além, buscando uma justiça que vem de dentro para fora (Mateus 5:20; 6:33).


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Ronildo da Cruz Ribeiro

Gravataí/RS, 20 de maio de 2025

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DIA 01 O MOVER APOSTÓLICO Pr. Chad Miller O Movimento Apostólico que a IDPB está vivendo não nasceu de um plano humano, mas de uma sequência...