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domingo, 20 de julho de 2025

Adoração e cura - Pr Ronildo da Cruz Ribeiro

Adoração e Cura!



Texto para leitura: Salmos 103.1-13


O Salmo 103 é um hino de louvor e gratidão atribuído a Davi, destacando a bondade, misericórdia e compaixão de Deus para com Seu povo. Os versículos 1-13, em particular, enfatizam os benefícios divinos, o perdão e o amor incondicional de Deus, em contraste com a fragilidade humana e a eterna fidelidade do Senhor.


Do que trata o texto de Salmos 103.1-13?


1. Chamado ao Louvor (v. 1-2)

  1. "Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome."

  • Davi ordena a sua própria alma a louvar a Deus, demonstrando que o culto começa no interior.

  • "Tudo o que há em mim" sugere uma adoração integral, com toda a vida (emoções, vontade, corpo).


  1. "Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios."

  • A repetição reforça a importância de lembrar-se das bênçãos recebidas (cf. Deut. 6:12). Fomos libertos!

  • A ingratidão surge quando a memória falha, as boas lembranças são apagadas; o salmista nos exorta a recordar os atos de Deus, todos os seus benefícios.

2. Os benefícios de Deus (v. 3-5)

  1. v. 3: "É ele quem perdoa todas as tuas iniquidades, quem sara todas as tuas enfermidades."

  • Perdão e cura são as primeiras bênçãos citadas, mostrando que Deus restaura o ser humano por completo (espiritual e fisicamente). 

  • No contexto bíblico, enfermidades podem estar ligadas às consequências do pecado (cf. Tg. 5:15), mas também à compaixão divina (Ex. 15:26). 

  • Algumas vezes o Senhor nos permite, ou deixa sofrer para que possamos retornar aos seus caminhos! Isso se chama graça!

  1. v. 4: "Quem redime a tua vida da perdição, quem te coroa de benignidade e de misericórdia."

  1. v. 5: "Quem farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia."

  • A satisfação em Deus traz renovação física e espiritual (cf. Is. 40:31). A águia simboliza força e renovação.


3. A Justiça e Misericórdia de Deus (v. 6-10)

  1. v. 6: "O SENHOR faz justiça e juízo a todos os oprimidos."

  • Deus não é indiferente à injustiça; Ele age em favor dos vulneráveis (cf. Sl. 146:7).

  1. v. 7: "Manifestou os seus caminhos a Moisés, e os seus feitos aos filhos de Israel."

  • Aqui, ele faz referência ao Êxodo, quando Deus revelou Seu caráter (Ex. 34:6-7) e agiu poderosamente.

  1. v. 8-10: "Misericordioso e compassivo é o SENHOR... não repreende perpetuamente..."

  • Aqui ecoa a descrição de Deus em Êxodo 34:6: paciente, cheio de amor (hesed) e lento para a ira.

  • v. 10 destaca que Deus não nos trata conforme nossos pecados, revelando Sua graça.

4. A Grandeza do Amor de Deus (v. 11-13)

  1. v. 11: "Pois quanto o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem."

  • A analogia ilustra a incomensurável misericórdia divina (cf. Is. 55:9).

  1. v. 12: "Quanto o oriente está longe do ocidente, tanto afasta de nós as nossas transgressões."

  • O perdão de Deus é radical: Ele remove totalmente o pecado (cf. Mq. 7:19).

  1. v. 13: "Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que o temem."

  • Deus é comparado a um pai amoroso, mostrando Seu cuidado íntimo e pessoal (cf. Lc. 15:20).


Aplicação.

  1. Lembrança e Gratidão: O salmista insiste em lembrar os feitos de Deus para evitar a ingratidão.

  2. Perdão e Restauração: Deus não apenas perdoa, mas também cura, renova e dignifica.

  3. Misericórdia Divina: Seu amor é maior que a distância cósmica e remove o pecado completamente.

  4. Relacionamento familiar, Paternal: Deus trata Seus filhos com ternura e compaixão.

  • Lembre-se das bênçãos de Deus em sua vida, mesmo em tempos difíceis.

  • Confie no perdão divino, pois Ele não guarda rancor. Mude de vida — Arrependimento é uma mudança radical, mudança de rota!

  • Reconheça e aceite a paternidade amorosa de Deus, buscando um relacionamento de temor e intimidade.


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Pr. Ronildo da Cruz Ribeiro

Gravataí/RS, 20 de julho de 2025.





terça-feira, 20 de maio de 2025

Se a vossa justiça não exceder… - Ronildo da Cruz Ribeiro

Se a vossa justiça não exceder…

Por: Ronildo da Cruz Ribeiro



Estava estudando sobre os conselhos de Jesus, quando um texto de Jesus me chamou atenção; foi o texto de Mateus 5:20, que diz assim: Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus”. E algumas perguntas vieram ao meu coração: 

  1. Quem eram os fariseus? 

  2. Como eles agiam, quanto à obediência às leis de Deus? 

  3. O que eles faziam que desagradava a Jesus?

  4. Como e quanto isso era danoso para os discípulos de Jesus?

  5. Qual o conselho de Jesus para seus discípulos quanto aos fariseus?

Essas questões me levaram a estudar um pouco sobre os fariseus e descobri quais são as leis que eles, tão rigorosamente, guardavam e pelas quais eles viviam, morriam e até mesmo matavam.

Eram 613 (seiscentos e treze) as leis que eles obedeciam rigorosamente, porém havia a tradição oral destas leis, que, em alguns casos, sobrepunham a lei divina a eles dada por Moisés. Logo, resolvi discorrer sobre o assunto, muito para meu próprio entendimento, mas, espero que de alguma forma este texto possa te ajudar também, como a mim tem surpreendido.


1. Quem eram os fariseus?

Os fariseus eram um grupo religioso judaico conhecido por seu zelo rigoroso pela Lei de Moisés e pelas tradições dos antigos (Mateus 23:2; Atos 26:5). Eles eram influentes entre o povo, considerados modelos de piedade, mas Jesus os chamou de "hipócritas" (Mateus 23:13) porque sua religiosidade era superficial.


2. Como eles agiam quanto à obediência às Leis de Deus?

  • Cumpriam a Lei meticulosamente, mas de forma externa (Mateus 23:23).

Pagavam o dízimo até de temperos (hortelã, endro e cominho), mas negligenciavam a justiça, a misericórdia e a fidelidade.

  • Seguiam tradições humanas mais do que a Palavra de Deus (Marcos 7:8-9).

Exemplo: Lavavam as mãos cerimonialmente, mas seus corações estavam cheios de cobiça (Marcos 7:1-5).

  • Evitavam pecados públicos, mas cultivavam orgulho espiritual (Lucas 18:11-12).


3. O que eles faziam que desagradava a Jesus?

  • Hipocrisia: viviam uma espiritualidade de aparência (Mateus 23:27-28).

  • Legalismo sem amor: oprimiam o povo com regras pesadas, sem misericórdia (Mateus 23:4).

  • Orgulho religioso: criam que eram justos por suas obras, desprezando os pecadores (Lucas 18:9).

  • Rejeição a Jesus: Apegaram-se tanto às suas tradições que não reconheceram o Messias (João 5:39-40).


4. Como isso era danoso para os discípulos de Jesus?

  • Desviava o foco do coração para o ritualismo (Mateus 15:8-9). Será que não estamos vivendo novamente debaixo de preceitos de homens e abandonando os ensinos de Jesus?

  • Criava falsos padrões de santidade, levando a julgamentos injustos (Lucas 11:46).

  • Impedia o verdadeiro arrependimento, pois os fariseus ensinavam que a salvação vinha das obras, não da graça (Romanos 10:3).


5. O conselho de Jesus para seus discípulos quanto aos fariseus

  • "A vossa justiça deve exceder a dos fariseus" (Mateus 5:20), não em regras, mas em pureza de coração.

  • "Guardai-vos do fermento dos fariseus" (Lucas 12:1) – ou seja, da hipocrisia.

  • Não imitar sua arrogância, mas servir com humildade (Mateus 23:11-12).

  • Buscar primeiro o Reino de Deus (Mateus 6:33), não a aprovação religiosa.


O que Jesus quer nos ensinar com este conselho?

  1. Priorize o coração, não apenas ações externas – Deus vê a sua intenção (1 Samuel 16:7).

  2. Rejeite o legalismo – A fé genuína produz amor, não opressão (Gálatas 5:6).

  3. Viva em humildade – reconhecendo que a justiça vem de Cristo (Filipenses 3:9).

  4. Ame mais e julgue menos – Como Jesus fez com os pecadores (João 8:10-11).


O farisaísmo representa o perigo de uma fé aparente, mas vazia. Jesus nos chama a uma justiça radical, que nasce no coração e se expressa em amor. Que nossa vida com Deus não seja sobre parecer santos, mas sobre ser santos – pela graça dEle. 


Jesus reconheceu que os fariseus e escribas eram meticulosos no cumprimento externo da Lei, mas destacou que sua justiça era insuficiente para o Reino dos Céus porque carecia de profundidade espiritual e amor genuíno. Jesus, exige dos seus discípulos uma justiça que supere a deles em essência, não somente em aparência.


Em que sentido os fariseus eram "excelentes" na Lei (mas falhavam):


Eles eram rigorosos na observância externa –

  • Cumpriam minuciosamente regras como dízimos, pureza ritual e tradições (Mateus 23:23; Lucas 18:12).

  • Porém, negligenciavam "o mais importante da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade" (Mateus 23:23).


Eram zelosos pela tradição oral –

  • Acumulavam interpretações humanas sobre a Lei (Marcos 7:8-9), criando fardos pesados para o povo (Mateus 23:4).

  • Jesus condenou isso, pois substituíam os mandamentos de Deus por tradições (Marcos 7:13).


Tinham aparência de piedade –

  • Praticavam atos religiosos para serem vistos (Mateus 6:1-5; 23:5-7).

  • Tinham justiça autocentrada, não fundamentada em um coração transformado (Lucas 18:9-14).


Como a justiça dos discípulos deve superar a dos fariseus:

  1. Internalização da Lei

    • Não apenas "não matar", mas evitar o ódio no coração (Mateus 5:21-22).

    • Não apenas "não adulterar", mas guardar os olhos e a mente pura (Mateus 5:27-28).


  1. A motivação devia ser o amor

    • Os fariseus obedeciam por obrigação; os discípulos, por amor a Deus e ao próximo (Mateus 22:37-40).

    • Exemplo: o bom samaritano superou os religiosos em misericórdia (Lucas 10:30-37).

  2. Total dependência da graça divina

  3. Tem que ter o Fruto do Espírito

    • A justiça do Reino não é sobre regras, mas sobre transformação (Gálatas 5:22-23).


Conclusão:

Jesus mostrou que a "excelência" farisaica era incompleta porque focava no exterior, não no coração. A justiça do Reino exige pureza interior, misericórdia e relacionamento com Deus, não apenas cumprimento técnico da Lei. Por isso, os discípulos devem ir além, buscando uma justiça que vem de dentro para fora (Mateus 5:20; 6:33).


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Ronildo da Cruz Ribeiro

Gravataí/RS, 20 de maio de 2025

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