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terça-feira, 20 de maio de 2025

Se a vossa justiça não exceder… - Ronildo da Cruz Ribeiro

Se a vossa justiça não exceder…

Por: Ronildo da Cruz Ribeiro



Estava estudando sobre os conselhos de Jesus, quando um texto de Jesus me chamou atenção; foi o texto de Mateus 5:20, que diz assim: Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus”. E algumas perguntas vieram ao meu coração: 

  1. Quem eram os fariseus? 

  2. Como eles agiam, quanto à obediência às leis de Deus? 

  3. O que eles faziam que desagradava a Jesus?

  4. Como e quanto isso era danoso para os discípulos de Jesus?

  5. Qual o conselho de Jesus para seus discípulos quanto aos fariseus?

Essas questões me levaram a estudar um pouco sobre os fariseus e descobri quais são as leis que eles, tão rigorosamente, guardavam e pelas quais eles viviam, morriam e até mesmo matavam.

Eram 613 (seiscentos e treze) as leis que eles obedeciam rigorosamente, porém havia a tradição oral destas leis, que, em alguns casos, sobrepunham a lei divina a eles dada por Moisés. Logo, resolvi discorrer sobre o assunto, muito para meu próprio entendimento, mas, espero que de alguma forma este texto possa te ajudar também, como a mim tem surpreendido.


1. Quem eram os fariseus?

Os fariseus eram um grupo religioso judaico conhecido por seu zelo rigoroso pela Lei de Moisés e pelas tradições dos antigos (Mateus 23:2; Atos 26:5). Eles eram influentes entre o povo, considerados modelos de piedade, mas Jesus os chamou de "hipócritas" (Mateus 23:13) porque sua religiosidade era superficial.


2. Como eles agiam quanto à obediência às Leis de Deus?

  • Cumpriam a Lei meticulosamente, mas de forma externa (Mateus 23:23).

Pagavam o dízimo até de temperos (hortelã, endro e cominho), mas negligenciavam a justiça, a misericórdia e a fidelidade.

  • Seguiam tradições humanas mais do que a Palavra de Deus (Marcos 7:8-9).

Exemplo: Lavavam as mãos cerimonialmente, mas seus corações estavam cheios de cobiça (Marcos 7:1-5).

  • Evitavam pecados públicos, mas cultivavam orgulho espiritual (Lucas 18:11-12).


3. O que eles faziam que desagradava a Jesus?

  • Hipocrisia: viviam uma espiritualidade de aparência (Mateus 23:27-28).

  • Legalismo sem amor: oprimiam o povo com regras pesadas, sem misericórdia (Mateus 23:4).

  • Orgulho religioso: criam que eram justos por suas obras, desprezando os pecadores (Lucas 18:9).

  • Rejeição a Jesus: Apegaram-se tanto às suas tradições que não reconheceram o Messias (João 5:39-40).


4. Como isso era danoso para os discípulos de Jesus?

  • Desviava o foco do coração para o ritualismo (Mateus 15:8-9). Será que não estamos vivendo novamente debaixo de preceitos de homens e abandonando os ensinos de Jesus?

  • Criava falsos padrões de santidade, levando a julgamentos injustos (Lucas 11:46).

  • Impedia o verdadeiro arrependimento, pois os fariseus ensinavam que a salvação vinha das obras, não da graça (Romanos 10:3).


5. O conselho de Jesus para seus discípulos quanto aos fariseus

  • "A vossa justiça deve exceder a dos fariseus" (Mateus 5:20), não em regras, mas em pureza de coração.

  • "Guardai-vos do fermento dos fariseus" (Lucas 12:1) – ou seja, da hipocrisia.

  • Não imitar sua arrogância, mas servir com humildade (Mateus 23:11-12).

  • Buscar primeiro o Reino de Deus (Mateus 6:33), não a aprovação religiosa.


O que Jesus quer nos ensinar com este conselho?

  1. Priorize o coração, não apenas ações externas – Deus vê a sua intenção (1 Samuel 16:7).

  2. Rejeite o legalismo – A fé genuína produz amor, não opressão (Gálatas 5:6).

  3. Viva em humildade – reconhecendo que a justiça vem de Cristo (Filipenses 3:9).

  4. Ame mais e julgue menos – Como Jesus fez com os pecadores (João 8:10-11).


O farisaísmo representa o perigo de uma fé aparente, mas vazia. Jesus nos chama a uma justiça radical, que nasce no coração e se expressa em amor. Que nossa vida com Deus não seja sobre parecer santos, mas sobre ser santos – pela graça dEle. 


Jesus reconheceu que os fariseus e escribas eram meticulosos no cumprimento externo da Lei, mas destacou que sua justiça era insuficiente para o Reino dos Céus porque carecia de profundidade espiritual e amor genuíno. Jesus, exige dos seus discípulos uma justiça que supere a deles em essência, não somente em aparência.


Em que sentido os fariseus eram "excelentes" na Lei (mas falhavam):


Eles eram rigorosos na observância externa –

  • Cumpriam minuciosamente regras como dízimos, pureza ritual e tradições (Mateus 23:23; Lucas 18:12).

  • Porém, negligenciavam "o mais importante da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade" (Mateus 23:23).


Eram zelosos pela tradição oral –

  • Acumulavam interpretações humanas sobre a Lei (Marcos 7:8-9), criando fardos pesados para o povo (Mateus 23:4).

  • Jesus condenou isso, pois substituíam os mandamentos de Deus por tradições (Marcos 7:13).


Tinham aparência de piedade –

  • Praticavam atos religiosos para serem vistos (Mateus 6:1-5; 23:5-7).

  • Tinham justiça autocentrada, não fundamentada em um coração transformado (Lucas 18:9-14).


Como a justiça dos discípulos deve superar a dos fariseus:

  1. Internalização da Lei

    • Não apenas "não matar", mas evitar o ódio no coração (Mateus 5:21-22).

    • Não apenas "não adulterar", mas guardar os olhos e a mente pura (Mateus 5:27-28).


  1. A motivação devia ser o amor

    • Os fariseus obedeciam por obrigação; os discípulos, por amor a Deus e ao próximo (Mateus 22:37-40).

    • Exemplo: o bom samaritano superou os religiosos em misericórdia (Lucas 10:30-37).

  2. Total dependência da graça divina

  3. Tem que ter o Fruto do Espírito

    • A justiça do Reino não é sobre regras, mas sobre transformação (Gálatas 5:22-23).


Conclusão:

Jesus mostrou que a "excelência" farisaica era incompleta porque focava no exterior, não no coração. A justiça do Reino exige pureza interior, misericórdia e relacionamento com Deus, não apenas cumprimento técnico da Lei. Por isso, os discípulos devem ir além, buscando uma justiça que vem de dentro para fora (Mateus 5:20; 6:33).


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Ronildo da Cruz Ribeiro

Gravataí/RS, 20 de maio de 2025

domingo, 11 de agosto de 2024

Deus é o Pai e, Ele quer ter uma relação de Amor e Proteção - Pr Ronildo da Cruz Ribeiro

Deus é o Pai e, Ele quer ter uma relação de Amor e Proteção

A bíblia nos mostra DEUS como um Pai. Essa figura transmite um sentimento de cuidado, proteção e amor incondicional, estabelecendo uma relação profunda entre o Criador e a Sua criação e Seus filhos.


1. Salmo 103:13: “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem.”


O que isso significa? Amor incondicional: Deus ama Seus filhos de forma perfeita e irrestrita, independentemente de suas ações ou méritos.


2. Mateus 6:32: “Pois o seu Pai celestial sabe de que vocês precisam.”


O que isso significa? Provisão: Assim como um pai cuida das necessidades de seus filhos, Deus provê tudo o que precisamos para viver.


3. Romanos 8:15: “Pois vocês não receberam um espírito de escravidão para recaírem no medo, mas receberam o Espírito de adoção como filhos, por meio do qual clamamos: ‘Aba, Pai!’”


O que isso significa? Proteção: Deus é um refúgio seguro em tempos de dificuldade, e nos protege de todo o mal. Salmos 91:1-16


4. 1 João 3:1: “Vejam que amor o Pai nos concedeu: que sejamos chamados filhos de Deus!”

O que isso significa? Identidade: Ele nos recebe como seus filhos, não somente como criaturas, mas filhos - isso é identidade.


5. Hebreus 12:6-29 - “porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois, então, bastardos e não filhos.”


O que isso significa? Disciplina: Às vezes, Deus nos disciplina como um pai amoroso, para nos corrigir e nos ajudar a crescer.


6. Lucas 11:13: “Se vocês, pois, que são maus, sabem dar boas dádivas aos seus filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lhe pedirem!”


O que isso significa? Herança: Como filhos de Deus, temos a promessa da vida eterna e de uma herança celestial.


7. Aplicação - Quando compreendemos quem somos e a importância disso, nós podemos rapidamente: 


  1. Desenvolver um relacionamento mais íntimo com Deus: Ao reconhecer Deus como nosso Pai, podemos nos aproximar Dele com confiança e intimidade.


  1. Encontrar conforto e esperança: saber que temos um Pai celestial que nos ama e cuida de nós nos traz grande conforto em meio às dificuldades da vida.


  1. Viver uma vida plena: A consciência de sermos filhos de Deus nos motiva a viver de acordo com Seus princípios e a buscar Sua vontade em todas as áreas da vida.



Oração: 

Coloque a mão no seu peito, no seu coração e ore assim: Querido Pai celestial, eu quero te conhecer melhor todos os dias, se revele a mim, perdoa os meus pecados, limpa a minha consciência, melhora os meus modos e os meus planos, preciso muito do Senhor, amém.


FELIZ DIA DOS PAIS!



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Ronildo da Cruz Ribeiro

IDPB Manaus Moderna Gravataí

Gravataí-RS, 11 de agosto de 2024

Dia dos pais


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