sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

DIA 01 O MOVER APOSTÓLICO Pr. Chad Miller



DIA 01

O MOVER APOSTÓLICO





O Movimento Apostólico que a IDPB está vivendo não nasceu de um plano humano, mas de uma sequência de experiências reais, profundas e inesperadas que revelaram o que Deus já estava preparando há anos. Quando olhamos para os relatos presentes neste material, percebemos uma linha contínua da ação de Deus: Ele chama, direciona, envia, capacita e surpreende. Muitas vezes, sem pedir permissão — apenas pedindo um “sim”.

Tudo começou de forma simples, quando o autor foi convidado para uma viagem missionária ao Amazonas. Ele não queria ir: responsabilidades, agenda cheia, rotina pastoral exigente… nada favorecia essa decisão. Porém, Deus falava no silêncio. A imagem de um barco chamado Apóstolo Nonato surgia repetidamente, como um lembrete de que havia algo maior preparado. Durante a cantata de Natal, ao cantar Noite Feliz, ele sentiu Deus lhe perguntar: “Todos aqui conhecem Jesus. Você não pode dar duas semanas para quem ainda não O conhece?”. Foi o primeiro “sim” que abriu um caminho inteiro.

Ao chegar ao Amazonas, ele encontrou um tipo de pastorado diferente. Pastores simples, sem títulos grandes, sem formação acadêmica extensa, mas com um amor imenso por suas igrejas — igrejas que eles mesmos haviam plantado, ganhando pessoas uma a uma para Cristo. Eles viviam Atos 2:42–47 de forma natural: comunidade, discipulado, evangelismo, perseverança e paixão. Ali, ele viu algo que não reconhecia facilmente nos Estados Unidos: o dom apostólico fluindo espontaneamente. Era um chamado real, visível, evidente.

Anos depois, durante uma reunião de pastores em Itacoatiara, outra cena inesquecível aconteceu. Após muita discussão sobre “apóstolos modernos” e o significado bíblico do termo, um pastor jovem, andando com passos firmes, parou no meio da igreja e declarou com força: “Eu quero ser um pastor apostólico!”. Não buscava título. Buscava vida, missão, propósito. Buscava ser como os primeiros líderes da Igreja: homens cheios do Espírito, que plantavam igrejas, faziam discípulos e mudavam cidades inteiras.

Essa declaração expôs algo profundo: o Movimento Apostólico é, principalmente, um desejo do coração de Deus para o Seu povo — que cada crente viva seus dons, use seu chamado e responda à Grande Comissão. Jesus não deixou um método para nomear novos apóstolos, mas deixou algo ainda maior: os dons espirituais.

Ele distribui como quer, quando quer, sobre quem quer. E o dom apostólico — fundamento para os demais — estava claramente sendo derramado sobre os pastores da IDPB.

Outro marco desse mover aconteceu com um grupo de doze jovens que, em uma reunião de oração, receberam do Espírito Santo a direção para ir à Bolívia plantar uma igreja. Eram jovens inexperientes, sem recursos, muitos nunca haviam saído do país.

Quando o pastor tentou conter o impulso, eles responderam com maturidade e humildade: “Pastor, não pedimos sua permissão. Pedimos a sua bênção.” Assim como em Atos 8, quando a perseguição dispersou os cristãos, Deus estava movendo aqueles jovens para fora — sem pedir permissão para iniciar o que Ele mesmo havia planejado.

Eles foram. Passaram lutas, desafios, privações. Mas permaneceram. Hoje, existe ali uma igreja forte, com múltiplas congregações e discípulos sendo enviados para a Argentina. Mais uma vez, era Deus dizendo: “Eu não preciso da sua permissão. Mas se você Me obedecer, Eu te darei a Minha bênção.”

O Movimento Apostólico também se revela com intensidade entre os jovens do SIM. O autor, ao perceber a profundidade do chamado daquela geração, levou pequenas cruzes feitas da madeira da antiga cruz de sua igreja. Cada jovem recebeu uma.

Era um símbolo do envio, um lembrete de que eles fazem parte do novo Diaspora: pessoas chamadas a ir, a pregar, a plantar, a multiplicar. Outro ponto fundamental deste material é um dos maiores momentos de sermão já vividos, quando o Presidente da IDPB declarou diante do PCG nos Estados Unidos: “Muitos dizem que querem ser pastores. A primeira coisa que pergunto é: mostre-me seus discípulos.” Essa frase sintetiza o coração do Movimento Apostólico: fazer discípulos, cumprir a missão, reproduzir vidas.

Hoje, olhando tudo o que Deus tem feito — pastores despertados, jovens enviados, igrejas multiplicadas, dons ativados — é impossível negar: estamos vivendo um Movimento Apostólico real, presente e crescente. Deus está movendo a IDPB como moveu a Igreja do primeiro século. Ele está levantando homens e mulheres dispostos a dizer “sim”.


Perguntas para Aplicação Pessoal

1. Você está preparado para responder “SIM” a este Ano do Movimento Apostólico?

2. Quais são seus dons espirituais e como planeja usá-los em sua vida agora e no futuro?

3. Se você ainda não conversou com seu pastor ou mentor espiritual sobre seus dons e o seu papel no Reino, poderia fazer isso?


Oração

Pai, fala comigo com Tua voz suave e silenciosa. O que quer que o Senhor diga, ajuda-me a dizer “sim” e fazer o meu melhor. Em nome de Jesus, amém.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A bênção em todas as coisas O propósito de Deus em Romanos 8:28 - Pr Ronildo da Cruz Ribeiro


Texto Base: Romanos 8:28 (ARA) – “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”



Introdução:


  • Em um mundo marcado por incertezas, sofrimentos e escolhas difíceis, a palavra “benção” muitas vezes é reduzida a um conceito superficial.
  • Associamo-la à prosperidade material, à saúde plena, aos momentos de alegria inabalável.

  • Mas, e quando a vida nos apresenta o oposto? Onde está a bênção na perda, na doença, na decepção ou na espera? O apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, nos apresenta uma verdade profunda e transformadora sobre a natureza da bênção de Deus.

  • Ele não promete uma vida isenta de problemas, mas revela um princípio divino que opera em e através de todas as coisas.

  • A verdadeira bênção não está necessariamente na circunstância, mas no propósito de Deus que se cumpre por meio dela.

I. O Alicerce da Benção: “Sabemos…” — Uma Certeza na Fé


Paulo começa com uma declaração ousada: “Sabemos…”. Esta não é uma esperança vaga ou um otimismo barato. É um conhecimento firme, baseado no caráter de Deus revelado em Cristo.

É uma certeza que se apoia na fidelidade de Deus, não na instabilidade das nossas emoções ou situações.

A bênção de um propósito soberano é primeiro uma questão de fé. Precisamos crer que Deus é bom, mesmo quando as circunstâncias gritam o contrário.

Nosso “saber” é ancorado na cruz, onde a pior das coisas (a morte do Filho de Deus) foi transformada na maior das bênçãos (a salvação da humanidade).

II. O Alcance da Benção: “Todas as coisas…” — A Soberania nas Circunstâncias


A extensão da promessa é radical: “todas as coisas”. Isso inclui:

As coisas boas: as alegrias, os êxitos, os dons.

As coisas difíceis: as perdas, as enfermidades, as injustiças.

As coisas que escolhemos: nossas decisões acertadas.

As coisas que nos sobrevêm: as tragédias inesperadas.

Até mesmo os nossos erros e fracassos: quando entregues a Ele em arrependimento.

Nada fica fora do alcance do poder redentor de Deus. Ele não é o autor do mal (Tiago 1:13), mas, em sua soberania, é capaz de pegar os fios quebrados da nossa história e tecê-los em um propósito maior.

A bênção não está no evento em si, mas na capacidade de Deus de fazê-lo cooperar para um fim bom.

III. A Natureza da Benção: “Cooperam para o bem…” — Um Processo com Propósito


A palavra “cooperam” é vital. Ela sugere um trabalho conjunto, uma sinfonia, mesmo quando ouvimos apenas dissonância.

As coisas não são boas em si mesmas (a dor ainda é dor, a perda ainda dói), mas Deus as faz trabalhar juntas, como ferramentas em suas mãos, para produzir um resultado benéfico.

O “bem” aqui não é necessariamente conforto material ou sucesso humano. O contexto de Romanos 8 aponta para o “bem” supremo: sermos conformados à imagem de Cristo (v. 29).

A maior bênção é o nosso crescimento espiritual, nosso caráter moldado, nossa dependência fortalecida, nossa semelhança com Jesus aumentada. Deus usa todas as coisas como um laboratório para nos santificar.

IV. Os Recipientes da Benção: “Para aqueles que amam a Deus, os que são chamados segundo o seu propósito.” — Uma Relação de Amor e Chamado



A promessa não é universal. Ela é para um grupo específico:

“Aqueles que amam a Deus”: Refere-se à nossa resposta de fé e devoção. É um relacionamento de amor e confiança.

“Chamados segundo o seu propósito”: Aponta para a iniciativa graciosa de Deus.

Antes de amá-Lo, fomos amados e chamados por Ele para participarmos do seu plano eterno.

A bênção do propósito está intimamente ligada a um relacionamento. Quanto mais nos entregamos a Ele em amor, mais claramente discerniremos seu propósito trabalhando em tudo.

Nosso chamado é para sermos seus filhos (Romanos 8:14-17), e um bom Pai usa todas as experiências para o crescimento e o bem de seus filhos.

Conclusão e aplicação:


Romanos 8:28 não é um amuleto da sorte ou uma garantia de que tudo sairá como planejamos. É a rocha firme da promessa de que, em Cristo, nada na nossa vida é desperdiçado.

A verdadeira bênção, portanto, é a certeza do propósito.

É a paz que invade o coração no meio da tempestade, porque sabemos que o Capitão do barco está no controle.

É a esperança que persiste no vale, porque sabemos que ele é um caminho, não um destino final.

Como responder a esta verdade?


Confie no caráter de Deus. Quando não entender o “como” ou o “porquê”, lembre-se do “Quem”. Ele é bom, sábio e poderoso.

Busque o crescimento, não apenas o alívio. Em vez de apenas orar para que a situação passe, ore: “Deus, o que você quer me ensinar nisso? Como posso ser mais como Jesus através disso?”

Revise sua história com olhos de fé. Olhe para trás e veja como Deus usou momentos difíceis para levá-lo a onde você está hoje. Isso fortalecerá sua fé para o futuro.

Ame a Deus mais profundamente. A promessa é para os que O amam. Apegue-se a Ele. Na comunhão com Deus, encontramos a força para crer que todas as coisas, de fato, cooperam para o nosso bem.

Encerramento:

Irmãos, hoje você pode estar carregando um fardo que parece não fazer sentido. Você pode olhar para uma circunstância e perguntar: “Onde está a bênção nisso?”.

A Palavra de Deus responde: a bênção está no propósito invisível do oleiro, moldando o vaso.

A bênção está na mão que segura a tesoura, podando a videira para que dê mais fruto. A bênção está na promessa de que, para os que estão em Cristo, o quadro final será lindo, mesmo que as pinceladas individuais sejam escuras.

Agradeça a Deus não por todas as coisas, mas na certeza de que Ele trabalha em todas as coisas. Essa é a bênção inabalável de sermos chamados, amados e transformados pelo propósito eterno de Deus.

Que a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo nos capacitem a viver e descansar nesta verdade. Amém.


____________________
Ronildo da Cruz Ribeiro
Gravataí/RS, 08 de janeiro de 2026


Pesquisa e adaptação:
Imagens geradas pelo Gemini da Google
Versão bíblica usada: NVT

DIA 01 O MOVER APOSTÓLICO Pr. Chad Miller

DIA 01 O MOVER APOSTÓLICO Pr. Chad Miller O Movimento Apostólico que a IDPB está vivendo não nasceu de um plano humano, mas de uma sequência...