11º Conselho de Jesus
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Mateus 5.6
Jesus usa essa metáfora para exemplificar que o desejo de ver a justiça acontecendo deve ter a mesma diligência e intensidade da busca por comida e água. Jesus utiliza a expressão “fome e sede” para ilustrar o ardente desejo do discípulo pela justiça.
Assim como o corpo clama por água e alimento, o espírito do seguidor anseia pela justiça com igual intensidade.
Essa fome e sede de justiça caracterizam o estado espiritual e a natureza dos discípulos de Cristo.
2. Vivendo na escassez - Para aqueles que Jesus ensinava, a fome e a sede eram realidades comuns. Uma lembrança vívida nos vem à mente: a multidão que o acompanhou por dias, necessitando de alimento, que Jesus providenciou miraculosamente. Provavelmente, muitos ali lutavam contra a fome constante.
3. Fome física e fome espiritual
Jesus utiliza esses instintos básicos como ilustrações para uma necessidade ainda mais profunda: a fome espiritual.
Ele mesmo experimentou a fome (Mateus 4:2), permitindo que sua experiência pessoal enriquecesse seus ensinamentos.
Essa fome espiritual, assim como a física, pode se tornar intensa e dolorosa.
4. A busca incessante por justiça
A fome física impulsiona o indivíduo a buscar alimento, mesmo diante de obstáculos e desafios.
Da mesma forma, a fome espiritual deve nos impelir a buscar a justiça de Deus com persistência e determinação.
5. A justiça como alimento da alma
Assim como o alimento nutre o corpo, a justiça alimenta a alma.
A busca pela justiça nos aproxima de Deus e nos proporciona paz interior.
6. Diferentes Facetas da Justiça
Jesus advertiu: “Se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos céus…” (Mateus 5:20). E também: “Evitem praticar suas obras de justiça diante dos outros para serem admirados por eles” (Mateus 6:1).
Portanto, existe uma forma de justiça que não deve ser almejada pelo discípulo. É sabido que os escribas e fariseus defendiam uma justiça superficial, legalista e punitiva. Em Mateus 6:1, a palavra “justiça” é por vezes substituída por “boas obras” ou “esmolas”.
Nesse contexto, a justiça religiosa se manifesta como generosidade para com os necessitados. Contudo, mesmo que atos de caridade possam ser considerados justos, neste caso, eles servem mais como meio de autopromoção do que como verdadeira benevolência. Jesus condena essa abordagem da justiça. Então, qual é a justiça à qual Ele se refere?
7. A Justiça Divina
No Antigo Testamento, a justiça de Deus é retratada como um gesto de sua graça soberana. Ela é compreendida no contexto de redenção e salvação, não apenas punição.
A salvação é concedida pela justiça de Deus, enquanto a condenação é resultado do pecado individual. A justiça divina é frequentemente vista como redentora, ao invés de meramente punitiva.
Deus é apresentado mais como o salvador dos humildes e oprimidos do que como um executor da lei.
8. Um contraste
A justiça humana é baseada no mérito, legalismo e punição. Em contraste, a justiça de Deus é também redentora. Justiça e salvação são quase sinônimos.
É essencial recuperar a noção da graça divina como um presente de um Deus majestoso para aqueles que nada têm a oferecer em troca. Isso elimina qualquer orgulho ou vanglória, pois não há mérito ou justiça própria em ninguém.
Para discutir a justiça de Deus, Paulo cita um salmo de Davi: “Davi fala da felicidade daqueles a quem Deus atribui justiça independentemente das obras: ‘Felizes aqueles cujas transgressões são perdoadas, cujos pecados são apagados. Feliz o homem cujo pecado o Senhor não contabiliza’” (Romanos 4:6-8).
Segundo Paulo, a pessoa justa é aquela absolvida por Deus de todos os seus pecados. Esta é a justiça fundamental pela qual aqueles que Jesus proclama bem-aventurados anseiam. Eles reconhecem sua total dependência de Deus e, por isso, têm um desejo profundo por uma justiça que é, acima de tudo, paciente, misericordiosa e repleta da graça divina.
Conclusão - A parábola da fome nos convida a refletir sobre a importância da justiça em nossas vidas. Devemos cultivar uma fome espiritual intensa, buscando a justiça de Deus com fervor e determinação. A justiça, como alimento da alma, nos proporciona vida espiritual plena e abundante.
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Pr Ronildo da Cruz Ribeiro
Gravataí-RS, 13 de abril de 2024
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Amém.
ResponderExcluirBom dia.Sou justiça de Deus em Jesus Cristo. Obrigada Deus.
Amém, eu creio.
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