sexta-feira, 25 de julho de 2025

FRUTOS DE UMA DECISÃO - Pr Emídio dos Anjos

FRUTOS DE UMA DECISÃO      

ÊXODO 3.1-6


INTRODUÇÃO

Sejam todos muito bem-vindos à casa do Senhor! 

Na semana passada, refletimos sobre a escolha de Moisés — um homem que renunciou ao título de "filho da filha de Faraó", hoje, queremos dar continuidade a essa mensagem, olhando além da renúncia: vamos refletir sobre o que aconteceu depois daquela decisão. 

A Palavra nos mostra que, ao abrir mão de uma vida de conforto e status, Moisés não ficou parado. Ele deu um passo adiante: escolheu se apegar à vontade de Deus. Ele não apenas deixou um estilo de vida — ele abraçou um chamado. Não foi só uma renúncia, foi um compromisso. Moisés trocou os palácios do Egito pela presença de Deus, a glória humana pela missão divina. 

E é sobre isso que vamos falar hoje: o poder que há na decisão de renunciar e o que Deus pode fazer com um coração totalmente entregue.


1. UM DIA INESQUECÍVEL — Êxodo 3.1–6

Neste trecho, vemos um dos momentos mais marcantes da vida de Moisés: o encontro com Deus na sarça ardente. Um episódio que mudou completamente o rumo da sua história. Vamos refletir em quatro aspectos poderosos desse momento:


(a) um encontro sobrenatural: 

O que aconteceu naquele dia, não foi algo comum — foi sobrenatural. A sarça ardia, mas não se consumia. Aquilo não era apenas um fenômeno natural, era a manifestação da glória de Deus chamando Moisés pelo nome. 

Todos nós precisamos de um dia assim, um dia em que Deus nos encontre e mude nossa direção. 


(b) A renúncia que levou ao encontro: 

A decisão de Moisés de romper com o Egito — símbolo de escravidão, cativeiro e opressão — abriu caminho para esse encontro com Deus. 

Moisés abandonou os palácios para pastorear ovelhas no deserto, mas foi ali, no anonimato e na simplicidade, que Deus o chamou. 

O mundo pode olhar e ver perda, mas Deus vê preparo. 


(c) A necessidade de romper com o Egito: 

Dificilmente experimentaremos algo profundo e sobrenatural com Deus enquanto ainda estivermos apegados às propostas do Egito. 

O “Egito” de hoje pode ser o pecado, o orgulho, a vaidade, a busca por reconhecimento humano. Enquanto essas correntes não forem quebradas, a sarça pode até queimar perto de nós, mas não ouviremos a voz que sai dela. 


(d) Sair do Egito é uma decisão individual: 

A libertação começa com uma escolha pessoal. Ninguém pode tomar essa decisão por você. Moisés teve que deixar o Egito para trás por conta própria. O mesmo vale para nós: sair do Egito espiritual exige coragem, fé e obediência. Mas é essa decisão que nos posiciona para viver o propósito que Deus preparou.


2. UMA MISSÃO — Êxodo 3.11

Depois de sua decisão de romper com o Egito e de seu encontro com Deus, Moisés recebe aquilo que todo coração transformado anseia: uma missão, um propósito divino. 


(a) uma nova fase pós-renúncia: 

Após a renúncia, vem o envio. Moisés, agora com o coração moldado no deserto e os olhos voltados para Deus, é chamado para uma missão. 

Deus não apenas o liberta do passado — Ele o envia para libertar outros. 

É assim que o Reino funciona: quem é alcançado, se torna instrumento para alcançar


(b) O sentido da vida começa a se revelar: 

Neste momento, tudo começa a fazer sentido. O passado de Moisés, seu nascimento no Egito, sua criação no palácio, sua fuga, o tempo no deserto — nada foi em vão.

 As peças do quebra-cabeça começam a se encaixar. Deus estava usando tudo para prepará-lo. 


(c) Deus já tinha tudo planejado: 

É poderoso pensar que Deus tinha um plano completo para a vida de Moisés — só aguardava o momento em que ele estivesse livre do Egito, não só fisicamente, mas emocional e espiritualmente. 

Ele precisava aprender no deserto, pois era ali que conduziria o povo. 

Primeiro, Deus forma o homem, depois entrega a missão. 


(d) Um coração comprometido com o Reino: 

É lindo ver alguém que abraça com todas as forças a obra de Deus. 

Moisés colocou seus dons, experiências, medos e até suas limitações nas mãos do Senhor. Ele não era perfeito, mas era disponível. 

Deus usa exatamente isso: um coração disposto, comprometido, cheio de temor. 


(e) uma missão assumida com responsabilidade: 

Moisés poderia ter fugido do chamado — e até tentou recuar — mas, no fim, ele assumiu sua missão com seriedade. 

Não era mais sobre ele, era sobre um povo. Era sobre obedecer. 

E quando alguém se entrega de verdade à obra de Deus, grandes coisas começam a acontecer.


3. UM NOVO MOISÉS — Êxodo 4.20 

Após renunciar, ser chamado e receber sua missão, Moisés retorna — mas não como o mesmo homem que um dia fugiu do Egito. Ele volta como um novo homem, transformado pelo encontro com Deus e preparado para o propósito que o aguardava. 


(a) O retorno de um homem transformado: 

Neste versículo, vemos Moisés voltando para o Egito — mas agora ele não volta como fugitivo, e sim como um enviado. Aquele que um dia fugiu com medo agora retorna com autoridade. Ele é a prova viva de que uma decisão certa, tomada no centro da vontade de Deus, tem poder para mudar completamente uma vida. 


(b) Uma nova mentalidade: 

Moisés volta com uma nova mente, renovada pela Palavra e pela presença de Deus. Ele não carrega mais a mentalidade do Egito — sua identidade agora está firmada como parte do povo de Deus. 

As ofertas do Egito já não fazem mais sentido. Ele entendeu que ser parte do Reino é infinitamente maior do que qualquer status ou conforto terreno. 


(c) Um homem com hábitos e visão transformados: 

O deserto não apenas o afastou do Egito — o deserto o ensinou a depender de Deus. Seus hábitos mudaram, sua perspectiva foi ajustada. Ele já não age segundo a lógica humana, mas segundo a visão do céu. É isso que acontece quando passamos tempo com Deus: começamos a ver como Ele vê. 


(d) um líder consciente de sua identidade e missão: 

Agora, Moisés carrega mais do que um cajado — ele carrega uma missão. Ele sabe quem representa. É o porta-voz do “EU SOU”. Ele volta com autoridade espiritual, convicção interior e consciência plena de que está sendo usado por Deus para algo muito maior do que ele mesmo.


4. UM LIBERTADOR E UM SERVO — Êxodo 12.41

A história de Moisés não termina com o chamado — ela se consuma no cumprimento da missão. Ele se torna aquilo que Deus havia planejado desde o início: um libertador, mas também um servo fiel. 


(a) O fruto de uma decisão correta: 

Moisés escolheu o caminho da renúncia, da obediência e do compromisso com Deus — e o resultado é extraordinário. Deus o levanta como instrumento de salvação para o seu povo. 

Moisés se torna uma ponte entre a escravidão e a liberdade, entre o clamor e o cumprimento da promessa. 

Quando decidimos andar com Deus, Ele transforma nossas escolhas em bênçãos para muitos. 


(b) um condutor rumo à promessa

Moisés não apenas tirou o povo do Egito, ele os guiou pelo deserto. Ele foi a liderança firme em meio à crise, o referencial no meio da dúvida, o canal de direção em tempos de incerteza. 

Deus usa Moisés para conduzir o povo em direção à Terra Prometida — e isso nos mostra que servir a Deus é um chamado contínuo, que exige perseverança, fé e visão. 


(c) Um homem que atrai a presença de Deus

Moisés era mais do que um líder — ele era íntimo de Deus. O povo via a nuvem, mas Moisés ouvia a voz. Ele subia ao monte, falava face a face com o Senhor e descia com o rosto resplandecente. Ele carregava a presença de Deus, e onde Moisés estava, havia direção, havia temor, havia manifestação divina. A alegria incomparável de ser usado por Deus:

Existe uma alegria que nenhuma riqueza ou conquista humana pode oferecer: a alegria de ser um instrumento nas mãos do Criador. Moisés experimentou essa alegria — a de cooperar com o plano eterno de Deus, de ver vidas sendo libertas, de ser canal de transformação. 

Essa é a verdadeira realização: saber que a nossa vida serviu para glorificar a Deus e abençoar outros.


6. APELO — UM CHAMADO À DECISÃO

Queremos orar por você.

  • Por aqueles que desejam seguir o exemplo de Moisés.

  • Por aqueles que anseiam ter uma experiência sobrenatural com Deus.

  • Por aqueles que entendem haver um propósito maior para suas vidas e desejam vivê-lo.

  • Por aqueles que sentem que chegou o tempo de viver uma nova etapa no Reino de Deus.



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Dízimos & Ofertas

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TRANSBORDANDO EM TODA A BOA OBRA

Texto bíblico para leitura: 2 Coríntios 9:7-8

"Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria. E Deus é poderoso para lhes conceder toda graça, para que, em todas as coisas e em todo tempo, tendo tudo o que é necessário, vocês transbordem em toda boa obra."


1. CADA UM CONTRIBUA 

Ofertar é algo pessoal. No Antigo Testamento, ninguém se apresentava diante do Senhor de mãos vazias. E hoje não é diferente. Cada um de nós é chamado a apresentar sua oferta como expressão individual de gratidão e amor a Deus. É entre você e Deus.


2. SEGUNDO PROPÔS NO CORAÇÃO

Como estamos entregando algo ao Senhor? A Palavra nos ensina que nossa oferta precisa vir do coração. Não é o valor que Deus olha — mas a sinceridade e o propósito com que ofertamos. Que nossa entrega hoje seja um reflexo da nossa gratidão e fé.


3. E DEUS É PODEROSO PARA LHES CONCEDER TODA GRAÇA 

Isso significa não haver limites para o que Ele pode fazer por nós, mas vocês transbordarão em toda boa obra segundo a palavra. 

Não estamos falando de alguém limitado como os homens — mas de um Deus capaz de fazer milagres, para a boa obra ser feita em nossa vida e nosso testemunho alcance outras pessoas. Então, hoje, que possamos agradar o coração do Senhor com aquilo que iremos entregar a Ele.


4. CONVIDO TODOS A FICAREM EM PÉ E LEVANTAR O SEU ENVELOPE E DIZER

- Pai, amado e santo, aqui está a minha oferta e o dízimo. Com amor e gratidão, entrego a Ti. Abre portas para mim. Cumpre em mim a tua boa Palavra, em nome de Jesus.


5. QUERO DECLARAR BENÇÃOS A VOCÊ. 

  • Que os teus celeiros sejam cheios. 

  • Que os seus lagares transbordem, que a sua colheita seja grande e maior do que você jamais imaginou e que você possa ver o agir de Deus. 

  • Que a saúde física, emocional e espiritual venha sobre você. 

  • Que uma porta se abra para você em nome de Jesus.


terça-feira, 22 de julho de 2025

Seu o meu povo que se chama pelo meu nome … - Pr Ronildo da Cruz Ribeiro

Seu o meu povo que se chama pelo meu nome …



2 Crônicas 7:14

"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra."


Contexto Histórico

2 Crônicas 7:14 está inserido no contexto da dedicação do Templo de Salomão, quando Deus responde à oração do rei (2 Cr 6:12-42) com uma promessa condicional. O versículo reflete a aliança entre Deus e Israel, destacando a importância da obediência e do arrependimento para a restauração nacional.


Condições e promessas

  1. Condição ("Se o meu povo...")

    • Humilhar-se: Reconhecimento da dependência de Deus, quebrantamento (cf. Tiago 4:10).

    • Orar: Comunicação com Deus, súplica por intervenção divina.

    • Buscar a face de Deus: Priorizar um relacionamento íntimo com Ele (Sl 27:8).

    • Converter-se dos maus caminhos: Arrependimento genuíno e abandono do pecado (Atos 3:19).


  1. Promessa ("Então eu...")

    • Ouvirei dos céus: Resposta divina à oração.

    • Perdoarei os pecados: Restauração espiritual (1 João 1:9).

    • Sararei a terra: Bênçãos materiais e sociais (curas, prosperidade, paz).


Aplicações Práticas

  • Para Israel: O versículo era um chamado ao avivamento nacional, especialmente em tempos de idolatria e crise.

  • Para a Igreja hoje: Princípios de humildade, oração e arrependimento permanecem essenciais para o avivamento (2 Cr 7:14 é frequentemente citado em contextos de renovação espiritual).

  • Para indivíduos: A restauração começa com uma postura de submissão a Deus e mudança de vida.


Lição Central

Deus é fiel para restaurar aqueles que se voltam para Ele com sinceridade. A bênção divina está vinculada à resposta humana de obediência e fé.


Conclusão:
2 Crônicas 7:14 é um convite à transformação, mostrando que o perdão e a cura—sejam espirituais ou coletivos—dependem de um coração humilde e comprometido com Deus.


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Pr. Ronil da Cruz Ribeiro

Gravataí RS, 22 de julho de 2025



domingo, 20 de julho de 2025

Adoração e cura - Pr Ronildo da Cruz Ribeiro

Adoração e Cura!



Texto para leitura: Salmos 103.1-13


O Salmo 103 é um hino de louvor e gratidão atribuído a Davi, destacando a bondade, misericórdia e compaixão de Deus para com Seu povo. Os versículos 1-13, em particular, enfatizam os benefícios divinos, o perdão e o amor incondicional de Deus, em contraste com a fragilidade humana e a eterna fidelidade do Senhor.


Do que trata o texto de Salmos 103.1-13?


1. Chamado ao Louvor (v. 1-2)

  1. "Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome."

  • Davi ordena a sua própria alma a louvar a Deus, demonstrando que o culto começa no interior.

  • "Tudo o que há em mim" sugere uma adoração integral, com toda a vida (emoções, vontade, corpo).


  1. "Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios."

  • A repetição reforça a importância de lembrar-se das bênçãos recebidas (cf. Deut. 6:12). Fomos libertos!

  • A ingratidão surge quando a memória falha, as boas lembranças são apagadas; o salmista nos exorta a recordar os atos de Deus, todos os seus benefícios.

2. Os benefícios de Deus (v. 3-5)

  1. v. 3: "É ele quem perdoa todas as tuas iniquidades, quem sara todas as tuas enfermidades."

  • Perdão e cura são as primeiras bênçãos citadas, mostrando que Deus restaura o ser humano por completo (espiritual e fisicamente). 

  • No contexto bíblico, enfermidades podem estar ligadas às consequências do pecado (cf. Tg. 5:15), mas também à compaixão divina (Ex. 15:26). 

  • Algumas vezes o Senhor nos permite, ou deixa sofrer para que possamos retornar aos seus caminhos! Isso se chama graça!

  1. v. 4: "Quem redime a tua vida da perdição, quem te coroa de benignidade e de misericórdia."

  1. v. 5: "Quem farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia."

  • A satisfação em Deus traz renovação física e espiritual (cf. Is. 40:31). A águia simboliza força e renovação.


3. A Justiça e Misericórdia de Deus (v. 6-10)

  1. v. 6: "O SENHOR faz justiça e juízo a todos os oprimidos."

  • Deus não é indiferente à injustiça; Ele age em favor dos vulneráveis (cf. Sl. 146:7).

  1. v. 7: "Manifestou os seus caminhos a Moisés, e os seus feitos aos filhos de Israel."

  • Aqui, ele faz referência ao Êxodo, quando Deus revelou Seu caráter (Ex. 34:6-7) e agiu poderosamente.

  1. v. 8-10: "Misericordioso e compassivo é o SENHOR... não repreende perpetuamente..."

  • Aqui ecoa a descrição de Deus em Êxodo 34:6: paciente, cheio de amor (hesed) e lento para a ira.

  • v. 10 destaca que Deus não nos trata conforme nossos pecados, revelando Sua graça.

4. A Grandeza do Amor de Deus (v. 11-13)

  1. v. 11: "Pois quanto o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem."

  • A analogia ilustra a incomensurável misericórdia divina (cf. Is. 55:9).

  1. v. 12: "Quanto o oriente está longe do ocidente, tanto afasta de nós as nossas transgressões."

  • O perdão de Deus é radical: Ele remove totalmente o pecado (cf. Mq. 7:19).

  1. v. 13: "Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que o temem."

  • Deus é comparado a um pai amoroso, mostrando Seu cuidado íntimo e pessoal (cf. Lc. 15:20).


Aplicação.

  1. Lembrança e Gratidão: O salmista insiste em lembrar os feitos de Deus para evitar a ingratidão.

  2. Perdão e Restauração: Deus não apenas perdoa, mas também cura, renova e dignifica.

  3. Misericórdia Divina: Seu amor é maior que a distância cósmica e remove o pecado completamente.

  4. Relacionamento familiar, Paternal: Deus trata Seus filhos com ternura e compaixão.

  • Lembre-se das bênçãos de Deus em sua vida, mesmo em tempos difíceis.

  • Confie no perdão divino, pois Ele não guarda rancor. Mude de vida — Arrependimento é uma mudança radical, mudança de rota!

  • Reconheça e aceite a paternidade amorosa de Deus, buscando um relacionamento de temor e intimidade.


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Pr. Ronildo da Cruz Ribeiro

Gravataí/RS, 20 de julho de 2025.





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