Buscai ao Senhor e a sua força; buscai a sua face continuamente - 1 Crônicas 16:11
Num tempo não muito distante, mas em um lugar onde o murmúrio da vida cotidiana abafava os sussurros do espírito, vivia uma jovem chamada Ana. Ela era como muitos de nós: atarefada, com a mente cheia de prazos, preocupações e o incessante tic-tac do relógio ditando seu ritmo. Sua fé era como uma fogueira no inverno – às vezes crepitava forte, outras vezes, era apenas uma brasa moribunda sob a cinza da distração.
Ana sentia uma inquietação. Uma lacuna que nem mesmo as conquistas materiais ou os aplausos sociais conseguiam preencher. No fundo, ela sabia que algo essencial estava faltando. Foi então que, durante uma pausa rara em sua rotina frenética, seus olhos pousaram em um antigo livro preto, esquecido há tempos em uma gaveta empoeirada na escrivaninha de seu avô.
Nele, em caligrafia desbotada, lia-se: "Buscai o Senhor e o seu poder, buscai perpetuamente a sua presença."
Aquelas palavras a tocaram. Não como um mero conselho, mas como um convite, um chamado a algo mais profundo. Ana percebeu que, em sua busca por tudo o mais, ela havia deixado de lado a busca mais vital. Ela havia tentado resolver seus problemas com sua própria força, e o resultado era uma exaustão constante.
Decidida a mudar, Ana começou sua jornada. Não foi fácil. No início, sua mente divagava, seus pensamentos corriam para a lista de tarefas pendentes. Mas ela persistiu. Ela começou a dedicar um tempo, por menor que fosse, a buscar o Senhor. Isso não significava apenas orar quando a crise batia à porta, mas sim buscar a presença dEle em cada amanhecer, em cada desafio, em cada alegria e em pequenos detalhes de sua vida.
Ela descobriu que buscar o poder do Senhor não era sobre ter uma força mágica para resolver todos os seus problemas instantaneamente, mas sobre encontrar a força para enfrentar as adversidades com resiliência, a sabedoria para tomar decisões, e a paz que acalma a tempestade interior. E buscar a presença perpetuamente? Ah, essa foi a maior revelação. Não era um evento único, mas um modo de vida. Era encontrar o sagrado no mundano, a quietude no barulho, a conexão divina em cada respiração.
Com o tempo, a inquietação de Ana deu lugar a uma serenidade. Ela não era imune aos desafios da vida, mas agora ela os enfrentava com uma nova perspectiva. Seu espírito, antes exausto, agora estava revigorado. Ela havia encontrado o que estava faltando, não fora, mas dentro dela, através da busca constante e sincera do Senhor.
Ana percebeu que a verdadeira força não reside em nossa própria capacidade, mas em reconhecer a grandeza de um poder maior. E a verdadeira plenitude não está em acumular, mas em se conectar com AquEle que preenche todos os vazios.
Jesus Cristo nosso senhor!
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Ronildo da Cruz Ribeiro
Gravataí RS, 05 de junho de 2025

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