quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

HÁ DIFICULDADES NA BÍBLIA?

HÁ DIFICULDADES NA BÍBLIA? SIM!



Ainda que a Bíblia seja a Palavra de Deus e, como tal, nela não possa haver erro algum, isso não significa que nela não haja dificuldades. Todavia, como Agostinho observou com sabedoria: "Se estamos perplexos por causa de qualquer aparente contradição nas Escrituras, não nos é permitido dizer que o autor desse livro tenha errado; mas ou o manuscrito utilizado tinha falhas, ou a tradução está errada, ou nós não entendemos o que está escrito". Os erros não se acham na revelação de Deus, mas nas falhas interpretações dos homens.

A Bíblia é isenta de erros, mas os que a criticam não são. Todas as alegações feitas nesse sentido baseiam-se em erros cometidos pelos próprios críticos. Tais erros enquadram-se numa das seguintes principais categorias:


Erro número 1: assumir que o que não foi explicado seja inexplicável.

Nenhuma pessoa instruída alegaria ser capaz de explicar completamente todas as dificuldades bíblicas. Contudo, é um erro o crítico pressupor que o que não foi ainda explicado nunca o será. Quando um cientista se depara com uma anomalia na natureza, ele não desiste de fazer cuidadosos exames científicos adicionais. Pelo contrário, ele faz uso daquilo que não foi explicado como uma motivação para descobrir uma explicação. Nenhum cientista verdadeiro desiste de seu trabalho, em desespero, simplesmente porque não consegue explicar um dado fenômeno. Ele continua a fazer pesquisas com a confiante expectativa de encontrar uma resposta. E a história da ciência tem revelado que tal fé tem sido recompensada.

Houve épocas em que os cientistas, por exemplo, não tinham explicação para fenômenos naturais como os meteoros, os eclipses, os tornados, os furacões e os terremotos. Todos esses mistérios, porém, renderam os seus segredos à inabalável perseverança da ciência. Os cientistas ainda não sabem como a vida pode ocorrer em descargas térmicas nas profundezas do mar, mas nenhum deles se dá por vencido e grita: "é uma contradição!"

Da mesma forma, os eruditos cristãos pressupõem que o que até hoje não foi explicado na Bíblia não é, por isso, inexplicável. Não consideram que discrepâncias sejam contradições. E, quando encontram algo que não podem explicar, continuam pesquisando na certeza de que algum dia encontrarão a resposta. Com efeito, se tivessem uma postura contrária a esta, parariam de estudar.

Por que ir em busca de uma resposta, quando se pressupõe que ela não exista? Tal como o cientista, aquele que estuda a Bíblia tem sido recompensado em sua fé e pesquisa, pois muitas dificuldades para as quais os eruditos não tinham explicação já foram superadas através da história, da arqueologia, da linguística e de outras disciplinas. Os críticos, por exemplo, um dia afirmaram que Moisés não poderia ter escrito os cinco primeiros livros da Bíblia porque a escrita ainda não existia na época dele. Agora sabemos que a escrita já existia alguns milhares de anos antes de Moisés.

De igual forma, os críticos um dia acreditaram que a Bíblia estivesse errada ao falar dos hititas (ou heteus), já que esse povo era totalmente desconhecido dos historiadores. Sua existência, porém, foi comprovada pela descoberta, na Turquia, de uma biblioteca hitita. Esses fatos nos levam a crer que as dificuldades bíblicas ainda não resolvidas certamente são explicáveis e que, portanto, não há que se presumir que existam erros na Bíblia.


Erro número 2: presumir que a Bíblia é culpada, até prova em contrário.

Muitos críticos presumem que a Bíblia está errada, até que algo venha provar que ela está certa. Contudo, como acontece com qualquer cidadão acusado de um crime, a Bíblia deve ser tida como "inocente", até que haja a prova da culpa. Isso não é querer dar-lhe nenhum tratamento especial; essa é a forma pela qual todos os relacionamentos humanos são feitos. Se assim não fosse, a vida não séria possível. Por exemplo, se presumíssemos que a sinalização de trânsito nas rodovias ou na cidade não fosse verdadeira, então provavelmente estaríamos mortos antes de poder provar o contrário.

De igual modo, se presumíssemos que os rótulos nas embalagens de alimentos fossem enganosos até prova em contrário, teríamos então de abrir todas as latas e pacotes antes de comprá los. E o que dizer se presumíssemos que todos os números no nosso dinheiro estivessem errados? E se achássemos que estariam erradas todas as placas nas portas dos sanitários públicos, que indicam o sexo a que se destinam?! Bem, isto já é o bastante.

Temos de presumir que a Bíblia, como qualquer outro livro, está nos dizendo o que os autores disseram e ouviram. As críticas negativas da Bíblia partem de um pressuposto contrário a este. Não é de se admirar, então, que concluam que a Bíblia está crivada de erros.


Erro número 3: confundir as nossas falíveis interpretações com a infalível revelação de Deus.

Jesus afirmou que "a Escritura não pode falhar" (Jo 10:35). Sendo um livro infalível, a Bíblia é também irrevogável. Jesus declarou: "Porque em verdade vos digo: Até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra" (Mt 5:18, cf. Lc 16:17). As Escrituras têm ainda a autoridade final, sendo a última palavra acerca de tudo que ela aborda. Jesus valeu-se da Bíblia para resistir ao tentador (Mt4:4,7,10); para resolver discussões doutrinárias (Mt 21:42); e para sustentar a sua autoridade (Mc 11:17).

Às vezes um ensinamento bíblico apóia-se num pequeno detalhe histórico (Hb 7:4-10), numa palavra ou numa frase (At 15:13-17), ou mesmo na diferença entre o singular e o plural (Gl 3:16). Mas, conquanto a Bíblia seja infalível, as interpretações humanas não o são. A Bíblia não pode estar errada, mas nós podemos estar errados quanto a alguma coisa dela. O significado da Bíblia nunca muda, mas a nossa compreensão pode mudar.

Os seres humanos são finitos, e seres finitos cometem erros. É por isso que há borrachas para lápis, corretores líquidos para textos datilografados, e uma tecla "apaga" nos computadores. E muito embora a Palavra de Deus seja perfeita (Sl 19:7), enquanto existirem seres humanos imperfeitos, haverá erros de interpretação das Escrituras e falsos pontos de vista deles decorrentes.

Em vista disso, não devemos nos apressar em considerar que um determinado preceito científico hoje amplamente aceito seja a palavra final acerca do ponto em questão. Teorias que foram predominantemente aceitas no passado são consideradas incorretas por cientistas do presente. Dessa forma, é de se esperar que haja contradições entre opiniões populares sobre questões científicas e as interpretações da Bíblia amplamente aceitas.

Isso, porém, não consegue provar que há uma real contradição entre o mundo de Deus e a Palavra de Deus, entre a revelação geral de Deus e a sua revelação especial. Nesse sentido básico, a ciência e as Escrituras não estão em contradição. Somente as opiniões humanas, finitas e falíveis acerca da ciência e das Escrituras é que podem entrar em contradição.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Escola do AMPLIA - Escola para Preparação de Líderes

Escola do AMPLIA

Escola para Preparação de Líderes 




O que é o AMPLIA? 

Escola para Preparação de Líderes — Uma escola simples onde ensinamos: Princípios Bíblicos, o amor de DEUS e a forma de como Deus se manifesta ao homem. 



Quando e onde acontece?

Às terças-feira — 19h

ACCOBA - Rua 

Temos 01 classe


Às quartas-feira — às 20h

Em nossa Base Missionária do Parque Florido

Temos 02 classes:

  • Conhecendo a sua bíblia

  • Caminho do crescimento



Processo de matrícula

Somente através do link abaixo!✅

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Início das aulas 

21 de fevereiro de 2024 em todas as nossas igrejas - faça sua matrícula!




Nosso currículo completo

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

As muitas armas do inimigo Ronildo

 As muitas armas do inimigo

Salmos 91:1-13



Este salmo começa com promessas e nos fala quem somos em CRISTO, e o que temos como filhos do SENHOR.


Mas no versículo 03 em diante começa uma narrativa de algumas armas do inimigo, de nossas almas. Este arsenal é combatido com uma atitude de descanso por parte do homem e confiança de que o SENHOR está no controle de tudo.


Mil cairão ao teu lado e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido (v.7). Quem são esses que estão sendo atingidos e caindo? Podem ser os nossos irmãos. 


Quantas pessoas estão deixando de andar com o SENHOR? Quantos estão sendo feridos pelas armas dos demônios, quantas mais serão afetados nessa guerra espiritual. Observe, são muitas pessoas. Onze mil pessoas cairão ao seu lado, antes de você ser atingido.


Laço do Passarinheiro (v.3) - é usado para prender e amarrar, está sempre escondido. 


O diabo é perito em pegar passarinhos. Prender crentes passarinhos que andam passeando por aí.  Alguns crentes desconhecem a sua real força. Ficam por muito tempo aprisionados em pequenos laços.


Que tipo de coisas prende você, e lhe impedem de crescer? 


Se você está em JESUS, Ele te livra do laço do diabo.


Peste perniciosa (v.3) – Peste é uma doença contagiosa.  O diabo pode usar um vírus, uma bactéria para lhe causar uma doença e lhe tirar a paz.


Que valor tem um crente doente? Um crente doente é triste e sem ânimo e não pode trabalhar. 


Lembre do caso de Jô. Algumas doenças na vida do crente, são de origem espiritual e tem a finalidade de parar a pessoa. Ore e repreenda.


Se você habita no esconderijo do altíssimo, Ele sara todas as suas feridas. Sl. 103:3 - É ele quem perdoa todas as tuas iniquidades, quem sara todas as tuas enfermidades.


Terror Noturno (v.5) – Terror é a fabrica do medo.  A palavra terrorista, quer dizer “aquele que aterroriza, provoca medo, causa pânico”


O diabo é o maior de todos os terroristas. O que é o medo? É anti-fé, é a desconfiança no poder de DEUS.


O diabo lança o medo por que ele não quer que você dê passos de fé. Que você cresça. O diabo sabe que sem fé é impossível agradar a DEUS.



Seta que voa de dia (v.5) – A seta é uma lança pontiaguda atirada para ferir e matar. O inimigo vai usar uma palavra, um gesto, um mal testemunho de alguém para lançar uma seta contra outra pessoa. Pense. Quantas vezes você foi ferido por uma seta, ou feriu alguém?


Mortandade que assola ao meio-dia (v.6) – Uma morte rápida, algo inesperado.  O Asaph, meu filho, se acidentou ao meio-dia.


Mal que sucede (v.10) – Não existem acidentes no mundo espiritual. Mas uma agenda, onde está tudo programado.


Todo mal que acontece, já está planejado. Mas se você não está no esconderijo do altíssimo, você está na agenda. É só esperar.


Praga que chega a tenda (v.10). Pragas são palavras inspiradas por demônios, para trazerem maldição ou desgraça.


O único propósito da praga é levar as pessoas à destruição.


Os pais são normalmente usados num momento de raiva para amaldiçoarem seus filhos. Falam palavras que dilaceram a alma da criança. Destroem sua credibilidade, sua fé, seus sentimentos.


A praga também é uma epidemia, que dá em plantações e destroem completamente toda sua safra. Isso tem a ver com suas finanças. Seus filhos são o único bem que um homem pode ter.


Quantas vezes você já ouviu palavras de maldição? Quantas vezes você já praguejou alguém?


Pedras em que as pessoas tropeçam (v.12) – São obstáculos diabolicamente colocados para impedir você de caminhar, ou fazer você tropeçar e cair.


Podem ser decepções, negócios obscuros ou ilícitos, relacionamentos não permitidos, aparência do mal.


Quantos poderiam estar correndo com DEUS, mas tropeçaram e estão sendo impedidos de crescer?


Leão que ruge (v.13) – O leão causa horror quando ruge. O diabo é mestre em falar palavras que ameaçam e causam medo. Amedrontar suas presas. Ele costuma dizer que você morrerá, ou que DEUS nunca vai lhe perdoar.


Se você confessar aquele pecado, sua esposa ou esposo nunca vai lhe perdoar. Os irmãos nunca vão lhe perdoar.


Não escute essa voz desse leão, escute a voz do leão da tribo de JUDÁ, ele, sim, está do seu lado.


Serpente (v.13) – A serpente se caracteriza pelo seu veneno mortífero que injeta em suas vítimas. Uma vez com o veneno, a vítima até anda, mas é questão de tempo pra que a pessoa venha morrer. Quantas pessoas, crentes, maravilhosos estão envenenadas hoje?


O único lugar seguro para mim e para você é o esconderijo do altíssimo (v.10). É o lugar daqueles que confiam, invocam, amam e vivem para o SENHOR JESUS.


Você já lavou suas roupas no sangue do cordeiro? Apocalipse 7:14. Se você não lavou o maligno pode tocar em você a qualquer momento, pense nisso.


Agora se você já lavou, o diabo não lhe toca, sabe por quê? O anjo do SENHOR acampa-se à sua volta para lhe proteger.


Você quer habitar no esconderijo do altíssimo?


___________

Pr. Ronildo da Cruz Ribeiro 

Adaptação da mensagem do Pr. João Nunes, do livro Púlpito Pentecostal.

Manaus, 23 de setembro de 2007. 

IDPB/Monte Horebe





quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Apocalipse 2 - Carta a Igreja em Esmirna e Pérgamo

Apocalipse 2
Carta a Igreja em Esmirna e Pérgamo
Cap. 2:8-17


A.     A Igreja de Esmirna – Ap 2:8-11
“E ao anjo da igreja que está em Esmirna escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu: Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza ( mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.  Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.  Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.”

Esmirna significa “mirra” – “O nome descreve bem a igreja perseguida até a morte, embalsamada nos perfumes prévios de seu sofrimento, tal como foi a igreja de Esmirna. Foi a igreja da mirra ou amargura; entretanto, foi agradável e preciosa para o Senhor”. Esmirna também é famosa por ser a terra natal de Homero (o poeta cego da mitologia grega) e como lar de Policarpo (bispo de Esmirna).

Podemos ver neste versículo, uma referência a pessoa de Policarpo; esse pastor nasceu em (69 d. C.), e morreu em (159 d. C.). O Dr. Russell Norman, diz que a etimologia do nome “Policarpo” significa “muito forte” ou “frutífero”. Policarpo foi discípulo pessoal do Apóstolo João, homem muito consagrado, foi o “principal pastor” da igreja de Esmirna durante o exílio do Apóstolo em Patmos. “A narrativa de seu martírio é narrado por Eusébio, em sua História Eclesiástica iv 15 e em Mart. Polyc. caps. 12 e 13, págs. 1037 e 1042. Foi levado à arena, lugar dos jogos olímpicos, um dos maiores teatros abertos da Ásia Menor, parte da qual construção permanece de pé até hoje”. Policarpo, deve ser realmente, o “anjo” do texto em foco, pois as evidências assim o declara (cf. Ec 7.27).
1.       Eu sei as tuas obras – ele sabe o que você tem feito e não precisa que ninguém diga a ele.
2.       Tua tribulações – ele conhece todos os seus problemas.
3.       Tuas pobrezas – ele sabe a tua situação financeira.
4.       Mas tu és rico – porque pobreza não esta relacionado com ter ou não posses.
5.       Não temas o que vais padecer – você terá que passar por tribulações, mas a palavra de ordem é: não temas – não tenha medo eu venci o mundo.
6.       O diabo lançará alguns de vós na prisão para que sejais tentados – o diabo sempre tenta nos prender de alguma forma e nesse engodo ele no tenta.
7.       Tereis uma tribulação de dez dias – a tribulação tem um tempo específico. Você não viverá o tempo todo em guerra, não passará o tempo todo tribulação, haverá tempos de paz e prosperidade, mas haverá tempos de muitas lutas. Essas lutas elas duram um tempo – dez dias.
8.       Ouça o que o Espírito diz as igrejas.
a.       Dois prêmios: 1) Sê fiel até a morte e te darei a cora da vida; 2) o que vencer não receberá o dano da segunda morte.

B.     A igreja de Pérgamo – Ap 2:12-17
“E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios: Eu sei as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita.  Mas umas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem.  Assim, tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu aborreço. Arrepende-te, pois; quando não, em breve virei a ti e contra eles batalharei com a espada da minha boca. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.”

Pérgamo – O nome significa “alto” ou “elevado” O nome “Pérgamo” estava relacionado a “purgo”, isto é, “torre” ou “castelo”. Pérgamo, como observa o W. Gesenius: Foi a “cidadela” de Tróia, e por tal razão tinha este nome.

Para os intérpretes históricos, a palavra “Pérgamo” leva outro sentido, isto é, invés de “torre” ou “castelho”, traduzem a palavra por “casada”. Historicamente, nos fins do primeiro, segundo e terceiro século, especialmente mediante o gnostissismo libertino, e, profeticamente, na época de Constantino, houve uma espécie de “casamento” entre a igreja e o estado. Sua suposta significação de “casada”: segundo se diz, deriva-se disso.

1.       Eu conheço as tuas obras – Ele afirma de novo: eu sei as tuas obras; Ele conhece tudo, Ele está em todos os lugares – seus olhos veem tudo, nada foge ao seu conhecimento.
2.       Sei onde tu moras – onde tu habitas, que é onde está o trono de satanás.
a.       A possível referência atribuída ao “trono de Satanás” esta passagem, pode ser (conforme alguns comentaristas) a COLUNA que havia por trás da cidade, com 300 metros de altura, na qual havia muitos templos e altares dedicados com exclusividade à idolatria. Essa colina podia ser um monte ou o “trono de Satanás”, em contraste com o “Monte de Deus”. Um lugar público de idolatria.
b.       Antipas como sendo uma testemunha de Jesus ousou desafiar sozinho as doutrinas de Balaão e dos nicolaítas, e selar seu testemunho com seu próprio sangue opondo-se a este “sistema nocivo”. Semeão Metafrastes, diz que Antipas, o bispo de Pérgamo, foi colocado dentro de um boi feito de bronze, e a seguir foi aquecido. Seu corpo foi literalmente, cozido, na chama abrasadora.
c.       Talvez onde você more o próprio inferno reine, porém você pode e deve vencer!
3.       Segues a doutrina de Balaão.
a.       As características dos seguidores desta “doutrina” são:
                                                                          i.      Olho mau: malícia. – Vê coisas onde ninguém mais vê.
                                                                         ii.      Espírito orgulhoso: egoísmo. – Ele é o cara. Somente o que ele sabe é o melhor; somente o que ele faz está certo; se ele não tiver participação, então não está bom.
                                                                       iii.      Alma sensual: imoralidade. – Explora a sensualidade, o culto ao seu corpo.
                                                                       iv.      Em Apocalipse 2.14 encontramos a expressão “doutrina de Balaão”. Por conseguinte, existem; (aa) O caminho de Balaão. 2Pd 2.15. (bb) O erro de Balaão. 2Pd 2.15a. E, (ccc) O prêmio de Balaão. Judas v. 11.
                                                                        v.       A doutrina de Balaão, que também se transformou no seu erro, era que, raciocinando segundo a moralidade natural, e assim vendo erro em Israel, ele supôs que Deus, justo teria de amaldiçoá-lo.
                                                                       vi.      Era cego para com o padrão de moralidade de DEUS.
                                                                     vii.      O “caminho de Balaão”, diz Scofield: “Balaão (Nm. 22 a 24), foi o típico e profeta de aluguel, ansioso apenas por mercadejar com o dom de Deus.
                                                                    viii.      Este é “o caminho de Balaão” (2 Pd 2.15)”. No tocante a “doutrina de Balaão”, continua Dr. C. I. Scofield: “A doutrina de Balaão” era o seu ensino a Balaque, rei dos moabitas a corromper o povo (israelita), o qual não podia ser maldito (cf. Nm 22.5; 23.8; 31.16), tentando-os a se casarem com mulheres moabitas, contaminando assim seu estado de separação e abandonando seu caráter de peregrinos.
                                                                       ix.      É tal união entre a Igreja e o mundo que se torna em falta de castidade espiritual (cf. Tg 4.4), e o resultado de tudo isso é a Igreja ficar contaminada”.
4.       Doutrinas dos nicolaítas.
a.       Você deve ter observado que na igreja de Éfeso, o Senhor Jesus aborrecia “as obras dos nicolaítas” (2.6 e ss), e aqui na igreja de Pérgamo, ele aborrece a sua “doutrina”. Alguém observa: “o mal sempre se alastra em escala crescente”.
b.       Essa doutrina é semelhante à de Balaão, conduzindo a um rebaixamento do padrão moral.
5.       Arrepende-te senão virei contra ti e combaterei com a espada da minha boca.
a.       A espada é a palavra de Deus” (Ef 6.17), e em (2Ts 2.8), ela é chamada, exatamente: “o assopro da sua boca”.
b.       Deus destruirá quem não se arrepende com a sua palavra. Imagine as maldições da Bíblia acontecendo na vida de uma pessoa.
6.       Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito.
a.       Os gnósticos ofereciam as vantagens abertas – “tudo o que você pode ganhar esta disponível pra você, então curta, viva a vida”. Isso é o que eles diziam.
b.       O maná escondido é um pão que DEUS separou somente para os vencedores.
c.       É o corpo de Cristo que ainda não foi revelado.
d.       A palavra “maná”vem do hebraico, “Man Um” que quer dizer: Que é isto?
e.       Conferia-se a pedra branca a um homem que sofrera processo e era absolvido. E como prova, levava, então, consigo a pedra para provar que não cometera o crime que se lhe imputara.
f.        Era conferida também a vencedor de corridas e de lutas, como prova de haver vencido seu opositor.
g.       A pedra da amizade: Dois amigos poderiam, como sinal de amizade, partir uma pedra branca pelo meio, e cada um ficava com a metade.
h.       Também era conferida ao guerreiro, quando de volta da batalha e da vitória sobre o inimigo. Esta forma de interpretar o texto, se coaduna bem a tese principal. Nesta passagem, a pedra branca será entregue ao “Vencedor” do inimigo de Deus e dos homens: o diabo.

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Ronildo da Cruz Ribeiro
IDPB Monte Horebe

Manaus, AM 04 de maio de 2014

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Apocalipse 2 - Carta a Igreja em Éfeso


Apocalipse 2
Carta a Igreja em Éfeso
Cap. 2:1-7
 
O livro de apocalipse começa fazendo um esboço dos acontecimentos vindouros:
i.         Ele mostra quem é que dá a visão;
ii.       Ele mostra a aparência de Jesus;
iii.      E em seguida ele trata com a igreja e com os pastores destas igrejas, afim que haja um arrependimento e mudanças sejam realizadas, afim de que Ele, Jesus possa atuar de forma plena;
iv.     Antes da parousia, os acontecimentos vindouros como catástrofes;
v.       E por fim, os prêmios e o lugar onde a igreja vai passar a eternidade.

1.       Carta ao anjo da igreja – v1.
a.       Quem fala é o próprio Jesus.
b.       Ao anjo da igreja”. Nada se sabe de certo quem era esse “anjo” nos dias em que esta carta estava sendo enviada, a não ser aquilo que depreende do texto em foco. Segundo o relato de Lucas em Atos 20, quando Paulo visitou a Ásia Menor, “...de Mileto mandou a Éfeso, chamar os anciãos da igreja. E, logo que chegaram juntos dele, disse-lhes...Olhai pois por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” (At 20.17, 18, 28). Quando Paulo falou essas palavras, Timóteo era o pastor (anjo) da igreja de Éfeso (1Tm 1.3) e provavelmente Tíquico tenha sido seu substituto (At 20.4; Ef 6.21; 2Tm 4.12). O “anjo” a que Jesus se refere bem pode ser este último.
c.       ÉFESO. O nome significa “desejado”. Situação Geográfica: a cidade de Éfeso se encravava no pequeno Continente da Ásia Menor. “Esta era a capital da província romana da Ásia. Com Antioquia da Síria e Alexandria no Egito, formavam o grupo das três maiores cidades do litoral leste do Mar Mediterrâneo. O seu templo da “Diana dos efésios” (At 19.28) foi considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo”. Pelo menos duas vezes, Paulo esteve nessa cidade (At 18.19 e 19.1). Em sua terceira viagem por aquela região, ele não chegou até lá, mas estando em Mileto “mandou a Éfeso, a chamar os anciãos da Igreja”. Essa igreja recebeu duas cartas: uma de Paulo (epístola aos efésios), e outra de Cristo (à que está em foco). A primeira em 64 d. C., a segunda em 96 d.C.
d.       Ele tem as sete estrelas em sua mão direita e anda no meio dos sete candeeiro de ouro.
                                                               i.      Porque a igreja é comparada a um candeeiro?
O candeeiro tem a função de iluminar – Mateus 5:14 “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;”

2.       O que ele fala? – v2-3.
a.       Conheço as tuas obras, o teu trabalho (labor) como a tua perseverança;
                                                               i.      Essas mensagens são dirigidas ao anjo da igreja e, a igreja;
                                                             ii.      Ele diz “conheço” as tuas obras, o teu trabalho, e a tua perseverança;
                                                            iii.      Porque ele diz que conhece? Por que ele anda no meio dos castiçais de ouro, que é a igreja.
                                                           iv.      Ele conhece e por isso vai dar a recompensa necessária a cada obra realizada.
b.       Não suporta homens maus;
                                                               i.      Quem são esses homens maus? Será que seriam os romanos ou o próprio imperador Domiciano?
c.       Pusestes a prova os que se declararam apóstolos e não são, são mentirosos;
                                                               i.      Muitas pessoas na época da igreja de Éfeso (na época de Paulo) estavam se passando por apóstolos, haja visto que os apóstolos os enviaram e agora eles tomavam para si o título, um problema sério que desenhava e que Paulo combateu, é que eles não eram nem de perto pessoas confiáveis.
                                                             ii.       “...falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo” (2Co 11.13b).
                                                            iii.      Diante dos “anciãos de Éfeso”, Paulo os chamou de “...lobos cruéis, que não perdoarão ao rebanho” (Al 20.29a). Oito livros do Novo Testamento foram escritos contra formas diversas dessa heresia, a saber: (Colossenses, as três epístolas pastorais, as três epístolas joaninas e Judas). A Epístolas aos Efésios, o evangelho de João e o livro do Apocalipse, em alguns trechos esparsos, também refletem o repudio contra esses que se intitulavam apóstolos.
d.       Tens perseverança – você não desiste com facilidade, está sempre pronto.
e.       Suportastes as provas por causa do meu nome – Fica injuriado quando alguém fala do SENHOR e sua casa.
f.        Não deixastes esmorecer;

3.       Tenho, porém contra ti – v4-5.
a.       Abandonastes o teu primeiro amor - Você já não é a mesma pessoa!
b.       Lembra-te de onde caístes e arrepende-te - Jesus trata com o pecado - Onde erramos? Onde temos pecado? Onde somos frágeis?
c.       Volta à prática das primeiras obras;
d.       Se não venho contra ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro – vou tirar a igreja de você! Talvez aqui trate do sentimento de fazer do corpo de Cristo, como me sinto em relação ao grupo, se aceito ou não.
e.       Caso não te arrependas – o arrependimento é a atitude mais importante ao que erra, ou ao que peca. É uma decisão que diz respeito à eternidade.

4.       Tens a teu favor – v6.
a.       Odeias as obras dos nicolaítas, as quais também odeio.

5.       Ouça o que o Espírito diz a igreja – v7.
a.       Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.
b.       Esse é o primeiro prêmio aos vencerem, os prêmios serão descritos nos capítulos seguintes, porém, é somente pros eu vencerem.

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Ronildo da Cruz Ribeiro
Manaus, AM 22 de abril de 2014
IDPB Monte Horebe
Para o culto de doutrina 

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